Com a aproximação das eleições de 2026, as empresas precisam redobrar a atenção com o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
O assédio eleitoral ocorre quando o empregador ou alguém em posição de liderança utiliza sua autoridade para pressionar, constranger ou influenciar empregados em razão de suas escolhas políticas ou eleitorais.
A conduta pode ocorrer de forma direta, como ameaças de demissão ou promessa de benefícios em troca de votos, mas também em situações mais sutis, como a utilização de grupos de WhatsApp, comunicados internos, reuniões, distribuição de “santinhos” ou outros materiais de campanha dentro do ambiente de trabalho.
Com a chegada das eleições, a tendência é de intensificação das fiscalizações e da atuação dos órgãos responsáveis pela apuração de denúncias, o que exige ainda mais cautela por parte das empresas.
Por isso, é importante que as empresas estabeleçam políticas internas claras, orientem suas lideranças e deixem definidos os limites para manifestações políticas no ambiente de trabalho e nos canais de comunicação corporativos.
A empresa não pode utilizar sua estrutura ou a relação de hierarquia para interferir na liberdade de escolha dos empregados. Da mesma forma, gestores devem estar preparados para evitar condutas que possam ser interpretadas como pressão ou constrangimento eleitoral.
A prevenção é especialmente importante porque uma conduta isolada de um gestor pode gerar consequências para a própria empresa, inclusive com repercussões trabalhistas, administrativas e judiciais.
Portanto, este é um momento essencial para revisar as políticas internas, orientar as lideranças e estabelecer procedimentos para prevenção e apuração de eventuais situações de assédio eleitoral.
Consulte um advogado de sua confiança para verificar os procedimentos internos da sua empresa e avaliar se são necessárias medidas preventivas para o período eleitoral.